Educar para quê?

“Educar para quê”? Será que essa indagação está sendo levada a sério pelas escolas?

A pergunta do título deve ser feita para nortear as decisões sobre o que as escolas devem ensinar aos alunos. Educar para quê? Para a vida! Vamos pensar em nossas próprias experiências. Quando saímos do Ensino Médio, sabíamos tudo o que era necessário para alcançarmos nossos objetivos e termos sucesso na vida? A resposta é não. E tampouco espera-se que com os jovens e hoje seja diferente. Mas com tantos avanços conquistados pela educação e as mudanças na forma de se ensinar, é muito importante a escolha de uma escola que ofereça muito mais que apenas conteúdo, garantindo um aprendizado mais amplo e que possa ser útil ao longo de toda a vida.

Na nossa época, o importante era decorar os conteúdos. Hoje, com tantas informações ao alcance do jovem na internet, essa não deve mais ser a missão maior de uma escola. É preciso que os alunos encontrem pela frente professores capazes de ensiná-los a aprender, a buscar o conhecimento por conta própria. O professor deve ajudar o estudante a estabelecer uma boa relação com o estudo, ensinando-o a desenvolver o senso crítico e a capacidade de organizar o pensamento. Observe se a escola do seu filho foca apenas no conteúdo. Se resposta for sim, o processo de aprendizagem tem menor chance de ser bem-sucedido.

Qual deve ser, então, o melhor caminho?

Que tipo de educação devemos desejar para a atual e as futuras gerações? As escolas precisam criar situações que coloquem os estudantes em contato com problemas reais, que sirvam de estímulo para que eles usem a imaginação e encontrem as soluções. Hoje em dia, é comum criarmos nossos filhos dentro de uma zona de conforto – uma bolha de segurança que, por consequência, pode comprometer o espírito de ousadia do jovem. A escola, nesse sentido, precisa ensinar esse jovem a enfrentar riscos e estar preparado para aprender também com o erro e o fracasso.

Além disso, para que a criatividade e a imaginação – fundamentais no processo de aprendizagem – possam ser devidamente trabalhadas, o aluno não pode ser freado pelo medo de errar. O ideal é que a escola ajude a desenvolver a capacidade de compreensão e transformação; e ainda valorize o trabalho em equipe, em detrimento da habilidade individual. Dessa forma, os alunos chegam ao fim do Ensino Médio sabendo muito mais que conceitos de Física, História e Matemática. Terão sólida bagagem para iniciar a próxima etapa do resto de suas vidas.

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