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Talvez você se lembre de como eram feitos os trabalhos da escola na sua época. Veja se bate. Com o tema da pesquisa, lápis, caderno e carteirinha em mãos, os alunos iam à biblioteca. Nem todas as escolas tinham um espaço próprio ou livros disponíveis para pesquisa. Então, o jeito era seguir para a biblioteca pública da cidade. Lá, com ajuda da bibliotecária, estudantes saíam em busca de obras ou autores que tratavam do tema proposto pelo professor. Depois de ler, ler e ler até encontrar o que se procurava, era hora de passar a limpo no papel almaço. Claro, com cuidado para não borrar a caneta e com aquele capricho na letra (a caligrafia de cada dia bem treinada).

De lá para cá, a educação mudou bastante. Hoje, seu filho provavelmente é frequentador assíduo da biblioteca da escola. O número de obras e de autores que ele pode consultar é infinitamente maior do que na sua época. Ficou mais fácil fazer pesquisa. Isso sem contar o “mundo mágico” da internet.

Basta ligar um computador, um tablet ou um celular para que um universo inteiro de possibilidades se abra na tela. A internet encurtou o caminho para o conhecimento. As fontes de informação são inesgotáveis e, ao mergulhar na pesquisa, o aluno pode desenvolver uma visão muito mais ampla sobre o tema.

Ao mesmo tempo, é aí que entram novos cuidados. É que, nessa imensidão de conteúdo disponível, nem tudo é verdade, por exemplo. Será que seu filho sabe identificar conteúdos falsos? Outra questão é o direito autoral. Ninguém pode se apropriar de algo que não é seu, copiar um conteúdo sem autorização ou sem citar o autor – o que se configura como plágio. No entanto, isso acontece muito.

E já que esse caminho digital não tem volta, listamos algumas dicas para você aprofundar essa conversa em casa e ajudar seu filho a pesquisar com segurança.

Como checar as fontes

  • Esse é o passo número um. Não há como levar uma pesquisa adiante sem saber se a informação que está ali é verdadeira. Algumas perguntas podem ajudar nessa descoberta:
  • O texto, o vídeo ou a imagem estão assinados?
  • Quem assina é mesmo o autor ou apenas quem compartilhou/usou o conteúdo em sites, blogs ou redes sociais
  • Existem muitos erros gramaticais ou ortográficos no texto?
  • Para tirar essas dúvidas, uma dica é digitar o texto, ou parte dele, no Google e fazer uma busca para confirmar se o texto já foi publicado com outra autoria, se outras fontes oficiais endossam o assunto e se o conteúdo é mesmo verdadeiro.

Cuidado com a Wikipedia

A “enciclopédia livre que todos podem editar” é bem diferente da que você usava nas suas pesquisas da escola. A diferença não está apenas no fato de ela ser digital. A Wikipédia é colaborativa, ou seja, qualquer pessoa de todos os cantos do mundo pode editar as informações, incluindo, alterando ou omitindo dados. Então, mais uma vez, é preciso checar.

Sites mais seguros

Os endereços que terminam com “ponto org” (.org) e “ponto gov” (.gov) são oficiais e, normalmente, são ambientes mais seguros. Além deles, existem sites que também são confiáveis, como os de universidades, grandes empresas, clubes de futebol, revistas e jornais de grande circulação e já conhecidos.

Pelo fim do copia e cola

Ninguém pode copiar um texto ou uma obra sem a autorização do autor. No entanto, é permitida a utilização de pequenos trechos, desde que fique bem claro a quem pertence aquela ideia ou criação.

Como dar o crédito certo?

O crédito ao autor deve ser dado destacando a frase ou o trecho copiado entre aspas e, ao final, indicando seu nome. É, ainda, indicado incluir o link do site ou do blog em que a informação foi encontrada. Isso significa citar a fonte. Hoje, existem até os chamados “detectores de plágio”, ferramentas digitais criadas especificamente para descobrir se um trabalho é ou não original.

As crianças e o plágio

Plágio é assunto sério, é crime e deve ser abordado com as crianças desde cedo. Toda vez que você pegar um livro para ler com seu filho, seja impresso ou digital, é interessante mostrar a ele não apenas o título da obra, mas o nome de quem criou a história e de quem fez seus desenhos. À medida que as crianças crescem, se o assunto fizer parte do seu dia a dia, fica muito mais fácil para elas entender e respeitar o direito autoral.

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