É possível adquirir fluência em inglês apenas com aulas online?

A grande oferta de aplicativos e cursos remotos para o ensino de idiomas faz surgir a dúvida: é possível adquirir fluência em inglês apenas por meio de aulas online?

A era globalizada e sem fronteiras que vivemos atualmente exige das pessoas um domínio cada vez maior da língua inglesa, o idioma dominante em todo o mundo. Seja para viajar, assistir a um vídeo na redes sociais, traduzir um conteúdo na internet ou participar de uma reunião de trabalho, nosso dia a dia está repleto de situações que nos colocam em contato direto com o idioma. Como consequência, as pessoas estão conscientes de que não é mais possível abrir mão de aprender inglês, o que fez aumentar incrivelmente a oferta de conteúdos de aprendizagem online desse e também de outros idiomas. Desde o surgimento dessa modalidade de cursos – online –  e com o indivíduo administrando qual o melhor momento para iniciar a aula, milhões de pessoas já aderiram a algum tipo de aplicativo ou método com essa proposta. Mas será que é possível adquirir fluência em inglês apenas por meio de aulas online?

Vale a pena?

É claro que a oportunidade que tais aplicativos passaram a oferecer para quem não tem condições de aprender em cursos presenciais não deve ser desprezada. As ferramentas online permitem ao indivíduo um aprendizado básico e, dependendo do esforço e aptidão da pessoa, desenvolver conversas mais simples. Já a fluência, ou a proficiência, em inglês exigem experiências mais elaboradas. Aprender um idioma a ponto de se tornar um falante e ouvinte fluente requer trocas sociais entre pares. Afinal, falar bem também envolve gestos, pausas, intenções e negociações, à medida que a conversação acontece em tempo real. O aprendizado online vai, até certo ponto, fornecendo os alicerces iniciais. É como aprender a dirigir em um simulador: apenas a prática nas ruas e as surpresas cotidianas do trânsito darão ao motorista o traquejo para enfrentar seus trajetos diários.

E a sala de aula?

Aprender um segundo idioma compreende processos cognitivos, prática e interação. Por isso mesmo, a sala de aula ainda é o ambiente mais rico e eficiente para se alcançar tal objetivo. No caso das crianças, as vantagens da experiência coletiva, com interação entre os colegas, são ainda maiores por conta da plasticidade cerebral que auxilia na aquisição do idioma e da ausência dos freios sociais inibitórios, que se tornam mais presentes após a puberdade e atrapalham a forma natural de se arriscar na fala. O aprendizado deve vir de tantas fontes diferentes quanto possível. Como complemento à sala de aula, ou no caso daqueles que não têm condições de aprender de forma presencial, a tecnologia pode auxiliar com vídeos, áudios, simulações, e fóruns de discussões. O importante é estar sempre motivado para aprender, seja em qualquer fase ou meio de aprendizagem.

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