Faculdade fora do Brasil. Como funciona?

Saiba como é o processo de entrada nas universidades em três países de língua inglesa

Cursar uma faculdade fora do Brasil pode ser um ótimo plano para estudantes que querem adquirir conhecimento, profissionalizar-se e, ainda, aproveitar para conhecer novos lugares e culturas. Mas você sabe como funcionam as universidades fora do país?

Diferente do que acontece aqui, além de resultados em exames, as instituições de ensino estrangeiras consideram fatores como desempenho escolar do aluno, atividades complementares, criatividade, proatividade, capacidade de articulação, habilidades em redação e esportes e domínio do idioma. Ou seja, essas instituições olham para o todo, observando quem é o candidato como pessoa, mas não deixando de lado as notas e a vida acadêmica desse estudante.

Para esclarecer como funciona o processo de entrada nas universidades lá fora, mais especificamente em três dos principais destinos de língua inglesa, convidamos a especialista Andrea Tissenbaum, da Tissen Assessoria em Educação e Carreiras Internacionais. Veja, a seguir, o resumo que ela fez.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, um dos principais exames para ingressar nas universidades é o Scholastic Aptitude Test (SAT), que avalia Reading (leitura e interpretação de textos), Writing (redação) e matemática. Tem também o Subject Test, solicitado por algumas universidades mais seletivas, que avalia conhecimentos em matérias como história dos Estados Unidos, história mundial, literatura, química, física, biologia, matemática e outros idiomas (espanhol, francês, chinês, japonês, coreano, alemão, italiano, latim e hebraico moderno). Outro exame bastante aceito é o American Scholastic Test – ACT.

Inglaterra

Na Inglaterra, o processo de candidatura para as universidades acontece por meio do Universities and Colleges Admissions Service – UCAS. Além dos diversos documentos, algumas escolas exigem diferentes Admissions Tests. Para saber mais a respeito, é recomendável ler com atenção as informações do site do UCAS.

Canadá

No Canadá, a maioria das universidades tem como foco o desempenho acadêmico do aluno, demonstrado por seu histórico escolar, resultados no TOEFL ou IELTS e outros documentos que podem ser exigidos. No entanto, algumas escolas solicitam as notas do SAT ou do ENEM, como Toronto. Mas isso varia muito entre as instituições e é bom entender exatamente o que cada escola exige para organizar a documentação.

Atenção à validação do diploma

Dependendo do curso de interesse, é preciso considerar fatores extras. Caso a escolha seja Direito, por exemplo, é necessário ter em mente que a graduação será regida por legislações locais, ou seja, ao retornar para o Brasil, o graduado terá que ser aprovado no exame da OAB para poder exercer a profissão. O mesmo acontece com outros cursos que precisam ser validados por órgãos brasileiros. “Tal como na ida, o aluno deve estar preparado para cumprir com determinadas exigências locais em seu retorno”, explica Andrea. Apesar disso, tais condições não devem ser vistas como empecilhos: “Em um mundo globalizado como o que vivemos, ter uma formação internacional pode ser muito interessante”.

Para ter valor no Brasil, conforme a Lei de Diretrizes e Bases, um diploma obtido no exterior precisa ser revalidado por uma universidade pública brasileira que tenha um curso do mesmo nível e área ou seja equivalente. “Os diplomas e históricos escolares também precisam ser legalizados em Embaixadas/Consulados brasileiros onde os estudos foram realizados e devem ser apresentados com tradução juramentada. Para conhecer todos os detalhes, vale a pena acessar o site do Ministério da Educação”, esclarece Andrea.  O processo leva, no mínimo, seis meses e pode exigir a realização de exames e atividades complementares.

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