Inglês na escola: a evolução do ensino

Saiba por que vale a pena fazer seu filho se interessar pelo inglês ensinado na escola

Quando pensamos em aprendizado de inglês na escola e lembramos de nossa experiência como estudantes, temos a tendência a considerar que para nossos filhos se tornarem fluentes, com pleno domínio do idioma, é preciso matriculá-los em cursos extracurriculares específicos para esse fim.

Há alguns anos, o elevado número de alunos por turma, o método de ensino pouco eficiente e professores sem proficiência no idioma eram barreiras para o aprendizado. Essa realidade mudou. Educadores e instituições de ensino estão mais focados na importância de alunos e docentes estarem em sintonia com as necessidades do mundo atual, aperfeiçoando a qualidade do ensino da língua inglesa nas escolas.

Proposta pedagógica própria

Para suprir uma antiga deficiência, escolas e grupos educacionais já desenvolveram sua própria proposta pedagógica para o ensino da língua, seguindo, muitas vezes, um padrão internacional, o que eleva o inglês a algo maior do que apenas uma disciplina, afinal, o ensino de um idioma não segue a mesma lógica de outros conteúdos.

A necessidade de interação constante, que antes esbarrava na reduzida carga horária, foi resolvida com um número maior de aulas semanais na grade regular ou, ainda, com a opção de aulas no contraturno escolar. Para ensinar um aluno a se comunicar em outra língua é preciso praticar a fala, a leitura e a escrita. E isso requer tempo.

Qualidade do processo

A ausência de professores capacitados também era um desafio. Muitas vezes, por não dominar completamente a fala, o professor se sentia mais seguro voltando o foco para a gramática e a tradução de textos, por exemplo, afastando o aluno de práticas indispensáveis para um real aprendizado, como a conversação. Atualmente, a seleção e preparação dos docentes para o ensino de inglês nas escolas leva em conta a necessidade de o profissional estar à altura da proposta pedagógica da instituição: o professor precisa ser proficiente no idioma.

As metodologias de hoje exigem que os alunos participem ativamente, falando, ouvindo e compreendendo o que é dito – e o professor é fundamental nesse processo. Os conteúdos abordados também devem ser adequados à faixa etária de cada turma, o que também faz aumentar o interesse e o envolvimento dos estudantes.

Diante de tudo isso, pode-se concluir que as escolas de hoje não ensinam inglês melhor do que ensinavam antigamente apenas porque oferecem mais horas em contato com o idioma. Os alunos aprendem, de fato, a falar inglês na escola por causa da qualidade do processo, que inclui metodologia mais alinhada aos novos tempos, seleção e capacitação dos professores e, principalmente, o envolvimento dos próprios estudantes.

Ao pais cabe, então, a responsabilidade de mostrar para os filhos que o inglês ensinado na escola precisa, sim, ser levado a sério. Afinal, temos que conscientizá-los de que precisam, desde cedo, se prepararem para serem cidadãos globais – e o domínio do inglês é requisito indispensável para isso.

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