O que a Geração Z espera da escola?

Um perfil mais conectado de aluno exige novas funções da escola. Entenda!

A virada do milênio foi um momento em que a internet começou a fazer parte da vida do brasileiro: buscadores, sites de notícia, chats, blogs pessoais e fóruns já começavam a pipocar até se tornarem populares mais tarde, ao longo da década. Aos poucos, já não conseguíamos nos lembrar da nossa vida antes da rede mundial de computadores.

A Geração Z (também conhecida como Centennial), nascida entre 1997 e 2010, não teve a chance de acompanhar a transição: a maioria já viveu – ou ainda vive – seu período escolar com os recursos da internet sempre à disposição. 

Autonomia para aprender

Essa revolução na maneira como o conhecimento é distribuído, absorvido e compartilhado, trazida pela internet, deu origem a um perfil de aluno que não depende unicamente do professor para aprender, pois há uma grande disponibilidade de conteúdo na rede. A figura (insubstituível) do professor passa a ser, portanto, a de um curador de referências que agregam ainda mais conteúdos aos que o aluno está aprendendo.

Aulas práticas

O aluno mais conectado também aprende mais pelas vivências que por meio de aulas expositivas. Logo, projetos que proporcionam a ele a chance de “fazer acontecer” incutem mais significado ao aprendizado. Ele precisa entender como o que está sendo ensinado pode ser aplicado a uma realidade em transformação.

Habilidades socioemocionais

Para que a escola faça sentido na vida desse jovem, ela se torna um ambiente que ensina também outros saberes: a se conhecer, a se proteger, a argumentar, a agir com ética, a empreender e a transformar sua realidade. O ensino de habilidades socioemocionais (como comunicação, criatividade e empatia) é importante para que o aluno seja capaz de lidar com desafios e escolher seu caminho no futuro com mais coerência e autoconfiança.

Flexibilidade

A Geração Z também é conhecida por ter um perfil hipercognitivo: aprendem, pesquisam, jogam e conversam ao mesmo tempo no ambiente real e no digital. Além disso, vivem realidades simultâneas e esperam que a família e a escola compreendam esse jeito diferente de aprender, sejam mais flexíveis, estejam abertos a uma realidade nova e façam menos comparações com gerações anteriores.

Para entrar no mundo da Geração Z

Conheça alguns dados sobre as crianças e os jovens dessa geração.

– Estão conectados 10 ou mais horas por dia. 

– 72% passam mais de 3 horas do dia assistindo a vídeos no telefone. 

– Preferem conversar por mensagem (38%) a falar pessoalmente (15%).

– 36% assistem a aulas on-line, 20% leem livros didáticos em tablets e 32% fazem trabalhos em grupo pela internet.

– 60% desejam que seus empregos afetem o mundo.

– 76% estão preocupados com o impacto das pessoas no mundo.

Dados via Gold Mansachs, Think with Google, Adweek e Mashable.

A Box1824, uma empresa especializada em comportamentos e tendências, em parceria com a McKinsey, entrevistou diversos nativos digitais para entender como eles vivem e entendem o mundo. Assista ao minidocumentário: