Patrícia Poeta conversa com as mães sobre o tempo certo de alfabetização

Ter filhos em fase de alfabetização é passar pela incrível experiência de ver um pequeno indivíduo começar a decifrar o mundo da leitura e da escrita. E é bastante comum que, neste momento, os pais tentem apressar este processo, ansiosos pelo resultado final. Aí pode surgir a dúvida: qual a dose exata de incentivo que a criança precisa? Deve-se estimular cada vez mais ou deve-se deixar que a curiosidade da criança indique o ritmo natural da alfabetização?

Normalmente, a alfabetização é um processo de pequenos passos – e aqui, um detalhe é muito importante: saber ler as palavras nem sempre significa entender o que está escrito. Uma criança pode aprender a juntar as palavras em fonemas (Be a Bá) e ler uma frase com estas palavras, mas não compreender o que leu. Pelo método tradicional, a alfabetização se resume a um processo de atos mecânicos. São atividades de treinamento artificial, que consideram o processo de alfabetização apenas como aquisição de habilidade motora. Os alunos acabam alfabetizados todos ao mesmo tempo e como resultado, muitas vezes, pais e professores acreditam que a criança sabe ler e não percebem que ela não entende o sentido das frases. Uma das consequências disso pode ser observada todos os anos nas provas do ENEM, das quais alunos do Ensino Médio não são capazes de compreender enunciados ou construir um texto coerente.

Escolas que utilizam o Sistema Positivo de Ensino levam em conta que cada aluno traz consigo experiências diferentes. Dessa forma, essas crianças também vão aprender de forma diferente e precisam que a escola respeite o tempo de cada uma delas. A metodologia interacionista do Sistema Positivo de Ensino (SPE) proporciona para cada aluno o período necessário para o aprendizado individual e efetivo.

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