Seu filho aprende diferente: veja mudanças no ensino de História, Geografia e Ciências

As disciplinas são as mesmas. As crianças continuam aprendendo o que os pais aprenderam. O que mudou é a forma como o conteúdo é proposto na escola. Essas mudanças no ensino fizeram com que os alunos tirassem os olhos exclusivamente dos cadernos e abrissem a visão para o mundo. Para você entender melhor o que estamos falando, listamos exemplos dessas mudanças no ensino de História, Geografia e Ciências.

Pedro Álvares Cabral não descobriu o Brasil

Essa afirmação foi feita por um aluno durante a aula de História do professor Rogério Pereira da Cunha, no Colégio Positivo. Afinal, os povos indígenas já viviam aqui, certo? Alguns autores, inclusive, substituíram a palavra descobrimento por “achamento”.

O comentário foi a deixa para o professor explicar que História não é uma ciência exata, mas interpretativa. Dois historiadores podem ter visões diferentes do mesmo fato, e o aluno certamente terá a dele depois de se aprofundar no conteúdo. “Por isso, é importante propor o tema das aulas de diversas formas”, defende.

Decorar as bacias hidrográficas faz sentido?

No tempo em que os pais eram os alunos, estudar Geografia era decorar os planetas, os continentes, os países e suas capitais, as bacias hidrográficas. Hoje, o aprendizado é muito mais focado no estudo da sociedade e suas relações, na leitura crítica de fatos desde questões naturais a conflitos. Por exemplo, se o tema da aula são as bacias hidrográficas, possivelmente a saúde do rio que corta a cidade entrará em discussão e será a oportunidade para a professora falar sobre reciclagem, preservação e o papel de cada cidadão, por exemplo. Livros digitais, laboratórios e revistas especializadas, o dia a dia do país, da cidade e do bairro, e até as impressões e experiências de cada aluno são insumos importantes.

Já sabe todos os ossos do corpo humano na ponta da língua? Não.

Nas provas de Ciências sobre o corpo humano, eram cobrados nomes de órgãos, ossos, veias e artérias, o que exigia, de certa forma, que tudo estivesse na ponta da língua. Ao mesmo tempo, havia dificuldade em explicar a função ou importância dos órgãos para a saúde. Hoje, a anatomia é assunto trabalhado desde a Educação Infantil e, à medida que o aluno avança para as séries seguintes, aumenta o grau de detalhamento. Alunos do Ensino Fundamental sabem, por exemplo, qual é a função do pâncreas e os alimentos importantes para mantê-lo saudável. O debate pode surgir no meio da aula, quando um deles contar sobre o problema de diabetes da avó.

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