Sistemas de ensino: bem mais do que apostilas

Os sistemas de ensino funcionam a serviço do processo de ensino e buscam ampliar as possibilidades de aprendizagem dos alunos

Há cerca de 40 anos, ainda na década de 1970, um desafio era imposto aos cursos pré-vestibulares: como melhorar o aproveitamento em sala de aula e conseguir, ao mesmo tempo, atender ao grande número de conteúdos que precisavam ser abordados? Foi diante dessa questão que surgiu a solução: os sistemas de ensino.

Definido como “um conjunto de recursos didáticos, integrados entre si e interdependentes”, como explica Acedriana Vicente Sandi, diretora pedagógica do Positivo, um sistema de ensino funciona a serviço do processo de ensino e busca ampliar as possibilidades de aprendizagem dos alunos. Com esse objetivo, ao longo dos anos, seu uso foi estendido às escolas, que passaram a utilizar essa proposta desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, como é o caso das mais de 1.500 instituições conveniadas ao Sistema Positivo de Ensino.

Quais são as vantagens?

Muitos fatores fazem com que um sistema de ensino seja um importante diferencial tanto para as escolas quanto para os alunos. Acedriana lista os principais:

  • Assegura o andamento e a regularidade dos conteúdos ao longo dos anos, garantindo coerência e coesão entre as séries (anos) e as áreas (disciplinas).
  • Dosa o conteúdo indicado para determinado ano em relação ao tempo disponível (ano letivo).
  • Sugere diferentes abordagens dos conteúdos, focando enriquecer o protagonismo dos alunos.
  • Dá espaço para que cada professor modele sua abordagem nas diversas áreas, sem perder de vista o projeto pedagógico.
  • Propõe relações entre as disciplinas. Por exemplo, um conteúdo de geografia ganha amplitude e profundidade se for também apresentado em sua dimensão histórica e biológica. Quando os livros são independentes, essa possibilidade fica bem restrita.
  • Apresenta propostas de avaliação e atividades que auxiliam o professor em sua atividade docente.

Sistema de ensino é apostila?

Uma visão ultrapassada em relação aos sistemas de ensino é a de que eles implicam, necessariamente, no uso de apostilas. Segundo Acedriana, essa ideia surgiu por conta dos materiais fornecidos pelos cursos pré-vestibulares, que muitas vezes utilizavam conteúdos compilados, resumidos, organizados e sem natureza autoral. “O que fica desse tempo é somente o espiral em alguns níveis de ensino, pois todos os livros que compõem um sistema de ensino são produzidos por autores com vasta experiência em sala de aula, o que confere, portanto, o título de ‘livro didático’, e não apostila”, esclarece. A utilização de materiais espiralados, atualmente, tem como finalidade a praticidade, já que podem ser manuseados de maneira muito prática.

O Sistema Positivo de Ensino

Há quase quatro décadas, o Sistema Positivo de Ensino oferece recursos a gestores escolares, professores, alunos e famílias. São fornecidos livros didáticos, plataforma digital, assessoria pedagógica aos professores, ferramentas de apoio para a gestão escolar, além da realização de encontros presenciais e virtuais para estimular a participação da família na educação. Interessou-se? Clique aqui para conhecer as escolas conveniadas! 

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